Por Tamara Lubrano Damianovic

Quantas vezes você teve que fazer a maior ginástica para entrar numa roupa só porque era o maior número que a loja disponibilizava? Ou ainda porque, se aquela calça serviu há dois anos, é inconcebível que ela não caiba hoje? E já se viu inconformada por se matar na academia mas ainda assim não conseguir entrar no tamanho P? Gente, para tudo! Menos cobrança e mais autorrespeito!

A definição de autorrespeito é: respeito em relação a si mesmo, dignidade, comportamento correspondente aos seus próprios valores. Ou seja, aquilo que não faz você se sentir bem, que não te define, descarte! Simples assim. As roupas são objetos que existem para nos servir, não para serem prisões nas quais temos que nos submeter para parecermos quem não somos ou disfarçar nossas fraquezas. Inclusive, é o contrário: devemos usar o vestuário para mostrar aquilo que temos de melhor e esconder o que achamos que não nos favorece (e tanto faz se só você acha que o seu bumbum é enorme, porque nesse caso é só a sua opinião que vale). E de que forma podemos fazer isso? Aí recorro à grande mestra, estilista e filósofa Coco Chanel: “moda é arquitetura: é uma questão de proporções.” Quando equilibramos as proporções do corpo com as roupas certas e alguns truques de estilo, criamos ilusões de óptica que surpreendem até mesmo quem está vestindo a roupa e se olhando no espelho. Já ouvi de clientes da minha consultoria de estilo coisas como: “Nossa! Como estou magra com esse blazer!” ou “Puxa! Não sabia que meu braço era tão fino”, ou ainda, “Caramba! Parece que estou mais alta nessa roupa!” E é o mesmo corpo, a mesma pessoa, mas vendo-se no espelho de forma diferente porque vestiu roupas que a favoreceram.

Porém, todas essas transformações e mudanças de paradigma só são possíveis se você realmente se olhar no espelho, mas não vale dar uma espiada rápida, estou falando de olhar de verdade, com carinho e respeito para o ser humano que está diante do espelho e dizer: o que está legal aqui? O que não estou contente? O que quero mostrar para as pessoas e o que não estou pronta para revelar? E, a partir disso, fazer suas melhores escolhas, optando por roupas, acessórios e maquiagem que trabalhem em seu favor. Um exemplo é utilizar cores sóbrias nas partes do corpo que quer disfarçar e estampas e cores vibrantes onde quer chamar a atenção. Ou vestir uma terceira peça aberta, como um blazer ou um casaco, que formam linhas verticais no tronco, alongando e afinando a silhueta.

Conhecer e reconhecer forças e limites, respeitar-se e buscar recursos que favoreçam e ajudem a se sentir bem consigo mesmo e com a vida, faz com que nos tornemos mais leves, e essa leveza contagia a tudo e a todos ao nosso redor.

E lembrando que, caso você tenha alguma dúvida ou sugestão de tema, é só entrar em contato comigo!

*Tamara Lubrano Damianovic é consultora de estilo pessoal e head da LUB Estilo. Para saber mais, acesse @lubestilo e facebook.com/lubestilo